Mantenha o Cérebro em Forma!

3 09 2008

Concentrou, alongou, respirou fundo? Vai começar a ginástica!   Aposto que se a frase estivesse solta, dez em cada dez pessoas teriam pensado em algum exercício físico: musculação, caminhada ou corrida, por exemplo. Mas estamos falando aqui sobre outro tipo de “malhação”. A proposta é deixar o cérebro – e não apenas o corpo – em forma! Idéia seguida na íntegra pelo Método Supera, uma rede de escolas de ginástica para o cérebro!

 

 

Criada em 2005 pelo engenheiro Antonio Carlos Guarini Perpétuo, a metodologia se utiliza do ábaco – instrumento milenar chinês feito de madeira e bolinhas que deslizam, permitindo a contagem por intermédio de fileiras que representam unidades, dezenas e centenas – e de outros exercícios de lógica e relacionamento pessoal para agregar mais competências a qualquer profissional. “À medida em que você trabalha as operações matemáticas e o cálculo mental você realmente desenvolve concentração, foco, velocidade de raciocínio. Assim, estamos desenvolvendo uma pessoa que sabe resolver problemas de forma inovadora e criativa”, afirma Perpétuo, que notou primeiramente os benefícios da prática por causa do filho de 9 anos, que tinha problemas na escola por causa da falta de concentração. Rapidamente, o empreendedor notou ali um nicho de mercado fortíssimo. Depois de dois anos de pesquisa, abriu a escola que hoje, menos de três anos depois, já conta com 15 franquias. “Com a velocidade da informação de hoje, os profissionais são colocados diante de situações que eles nunca viram, diante de assuntos que eles nunca tiveram contato, e eles são obrigados a raciocinar, opinar e dar soluções rapidamente”, observa. Em geral, os alunos freqüentam a escola uma vez por semana, durante duas horas. Na primeira parte, praticam quatro operações básicas com o ábaco e cálculos mentais. Na segunda, “brincam” com jogos e o módulo específico chamado “Abrindo os Horizontes”, criado por Perpétuo para ampliar a percepção. A partir do segundo mês de curso, há também dinâmicas de grupo, para desenvolver o lado pessoal. Os módulos também podem ser feitos in company. Democrática, a aula é para todos, sem distinção de idade ou nível intelectual. “O que a gente percebe é que em torno de 40 horas de treinamento o profissional já sente diferença no dia-a-dia dele, no trabalho dele. E o mais interessante é que o curso é indicado tanto para o chão de fábrica quanto para o nível gerencial, porque aumentando foco e até mesmo habilidade motora, a gente aumenta produtividade e ainda reduz acidentes de trabalho.”

EXERCÍCIOS

 

Há muitas maneiras de “malhar” a mente: desde inocentes palavras-cruzadas e quebra-cabeças a games customizados e sofisticados. “Quanto mais sinapses você cria, mais possibilidade de raciocínio rápido você tem. E todos esses joguinhos estimulam isso”, diz Henrique Ramos, diretor editorial das revistas Coquetel, do grupo Ediouro. Para ele, os passatempos podem ser usados de maneira dinâmica, criativa e, acima de tudo, estratégica. Com clientes como Globosat, Colgate-Palmolive e Bradesco na lista, Ramos garante que muitas empresas já usam desta ferramenta para testes de seleção e recrutamento, para aprimorar comunicação interna e externa e para estimular a criatividade dos colaboradores.  

 

 

“Muitas empresas fazem raciocínios lógicos na seleção de todos os profissionais. Aqui mesmo, na Ediouro, nós fazemos assim. Porque nós buscamos talentos, e para detectar competências você deve usar todas as ferramentas. No mercado você tem de encontrar pessoas capazes de enfrentar desafios e de ter novas idéias. O estímulo dos passatempos é ótimo para isso”, afirma. Ramos compartilha ainda uma curiosidade interessante. “No ano passado, fizemos o Campeonato Mundial de Puzzles (cruzadas) e na equipe americana, por exemplo, a maioria trabalhava no Google. Ou seja, quem gosta de cruzadas são pessoas que gostam de desafios, de encontrar oportunidades, respostas e soluções. E, logicamente, têm o perfil adequado para os princípios da Google.” É cientificamente comprovado. “Fazer palavras cruzadas pode ajudar no desenvolvimento da inteligência. Quando alguém busca aquela única resposta que cabe em uma palavra cruzada, está treinando, exercitando uma das cinco grandes operações que compõem a inteligência, que é a produção convergente, a busca de relações. Buscar relações é o segredo da vida”, enfatiza o professor Luiz Machado, chefe do Programa Especial de Desenvolvimento da Inteligência e da Criatividade, da UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Na mesma linha de pensamento está a Aennova Decisionware, empresa que desde 2001 desenvolve games empresariais. Para o diretor Leonardo Reis, as pessoas estão muito habituadas a “pensar apenas dentro da caixa”, fechando as portas para novas possibilidades, percepções e idéias. “Pessoas aprendem muito mais e melhor fazendo. Então, os games se baseiam neste princípio. Um simulador antecipa situações e experiências, fazendo com que você reflita. E esse processo de reflexão já é uma ginástica mental. Você pratica, pratica, pratica e só assim ganha condicionamento. É como na ginástica normal.” Os jogos são criados conforme demanda do cliente. Então, podem tratar desde como evitar desperdícios até estratégias de vendas. “Os jogos são divertidos. Em uma simulação você comprime tempo e espaço. Ação e reação estão próximas.”

 

Por: Letícia Fagundes

Fonte: Carreira e Sucesso


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