A história da minha carreira – Capítulo 02

5 09 2008

O Capacete Branco

Então eu tinha 19 anos e 02 registros na carteira de trabalho…

Pouco tempo depois, optei por sair da SEOMIS e ficar apenas na Palletbras. O desafio era grande: eu era a única “pessoa de informática” da empresa. Tinha que me virar. Aprender na prática mesmo! Programava em Cobol. Devagar fui criando todos os sistemas da empresa. Deu certo.

Certo dia, recebi uma indicação para trabalhar em uma obra que estava sendo realizada na Carbocloro. Serviço temporário, que pagaria por hora, semanalmente. Fiz as contas. Eu receberia quase três vezes mais… Aceitei.

Fiquei menos de 20 dias no novo emprego! A obra fora interrompida. Nestes poucos dias trabalhei dentro de um container, de botas e capacete. Tinha que comer uma comida que chegava numa espécie de tambores. Esta foi a parte mais difícil para mim. Eu evitava comer arroz e feijão. Pegava a carne, o peixe ou o frango e colocava no pão. Era assim que eu me virava.

Fiquei desempregado pela primeira vez. Mas a “folga” não durou muito tempo. Não me lembro exatamente como, mas fui contratado pela Gelre, para trabalhar na própria Carbocloro! Aliás, durante os meus dias de peão, uma ou duas vezes, almocei no restaurante da empresa… Que maravilha era aquilo para mim! Pessoas bonitas, que me aparentavam sucesso e felicidade. Eu tinha apenas 20 anos. Minha visão do mundo era compatível com a minha idade e com a minha condição de “menino do interior”.

Fui trabalhar na área da Segurança do Trabalho. Aprendi a usar o Word 5. Digitava um monte de coisas e depois tinha que formatá-las sob um padrão de manual. Eu ia lendo tudo aquilo. Aprendendo sobre o negócio da Carbocloro. Como eu era temporário, me deram um capacete branco. Alguns de vocês devem saber que os capacetes brancos são reservados para os Engenheiros… Assim, eu me sentia muito poderoso quando ia almoçar e quando caminhava pela empresa. Quem precisava saber que eu era apenas um estagiário/temporário?

Pouco tempo antes do final do meu contrato, reencontrei o Luiz Carlos do Amaral, da MIC Sistemas. Eu me esqueci de contar que fiz um estágio na empresa dele, antes de ir para a Palletbras… Ele tinha fechado um acordo com o Grupo Guarujá Veículos e estava procurando um “analista-programador”, para liderar um time que estava montando. Fui contratado, diretamente pelo Consórcio Guarujá Veículos. Que salário maravilhoso!!!


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One response

10 09 2008
Sérgio

Também lembro do Luiz Carlos..é, nossos caminhos profissionais e pessoais se cruzaram muito…
Vamos lá..quero saber mais dessa “saga”..
Abraços

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