A história da minha carreira – Capítulo 05

18 09 2008

O empresário

Quando eu ainda estava na Guarujá Veículos, sempre ajudava um amigo, o Eduardo, a resolver problemas com os seus programas em COBOL. O Eduardo trabalhava para o Hospital Cid Perez.

Como ele soube que eu havia saído da Guarujá Veículos, para onde eu havia indicado a sua namorada, ele me fez uma proposta de trabalho: abriríamos uma empresa para prestar serviços para o Cid Perez. Foi assim que eu virei um “empresário” aos 20 anos.

Abrimos uma empresa chamada Vetor Sistemas. Pouco tempo depois recebemos diversas cartas de escritórios especializados, solicitando-nos que mudássemos o nome da nossa empresa, por questões de similaridade. Mudamos então o nome da empresa para Vínculo Informática…

No inicio, nosso escritório era dentro do próprio hospital, o qual era o nosso único cliente. Então, resolvemos nos mudar. Abrir um escritório externo e buscar outros clientes.

Mudamo-nos para uma sala ao lado do Restaurante Almeida. Um lugar estranho, mas bastante adequado às nossas necessidades e à nossa realidade. Foi lá que conheci a Ana Maria, minha primeira esposa. Ela apareceu em busca de um estágio, indicada por sua irmã, que também trabalhava na Guarujá Veículos.

O Eduardo sempre foi uma pessoa muito séria, confiável e trabalhadora. Mas, tínhamos as nossas diferenças. A primeira aconteceu quando ele insistiu que mudássemos para um lugar mais barato. Acabamos nos instalando em uma casa, na Vila Mathias, quase chegando ao Mercado Municipal de Santos.

Já havíamos contratado outra estagiária, a Onésia. Embora o nome dela fosse um pouco atípico, ela era uma garota muito bonita, inteligente e competente. Mais ou menos nessa época comecei a namorar a Ana Maria.

Foi quando a Onésia nos contou que tinha uma máquina que fazia cascões. Sim, aqueles copos para se tomar sorvete.

Decidimos, então, “abrir uma nova empresa”, a Cascone, que sempre existiu na informalidade. Como a casa que havíamos alugado para a Vínculo Informática era bem grande, nossa fábrica de cascões foi ali instalada.

Ao mesmo tempo, nossa empresa de informática crescia e captava novos clientes. Minha segunda grande diferença com o Eduardo começava. Ele não queria contratar mais pessoas para atender à demanda que aparecia. Preferia “pegar um serviço de cada vez”.

Assim, três anos após a fundação da Vínculo Informática, resolvi sair. Vendi minha parte nas duas empresas para ele.

 


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