Anúncio do Hospital Santa Cruz na Saúde Business

6 07 2009

anuncio_hsc_edited-1

Anúncios




A história da minha carreira – Capítulo 06

23 09 2008

Quando havia duas semanas que eu tinha deixado a Vínculo, a Ana Maria recebeu um convite para fazer um teste para estágio na Xerox. Nós estudávamos na mesma faculdade, no mesmo curso de Ciências da Computação. Eu havia entrado antes. Porém, como fiquei dois anos fora, justamente por ter que me dedicar à Vínculo Informática, nesta época, eu estava no terceiro ano e ela no quarto ano.

Ela foi. Disseram à ela que a preferência da empresa era por alunos do terceiro ano, para que pudessem cumprir um período de dois anos de estágio. Foi aí que ela me perguntou se eu não queria participar do teste.
 
Eu pensei: “sete anos de profissão e ser agora um estagiário?”… Mas, era a Xerox! Eu tinha ido um vez à sua sede em São Paulo, na Avenida Interlagos. Vi pessoas bonitas, falando em Inglês. Já havia lido muito sobre a empresa.
 
Então resolvi fazer o teste. Cheguei na Xerox e fui recebido pelo Milton, um amigo da Ana Maria, que havia lhe dado a dica do estágio. Havia outros candidatos na recepção. Quando chegou a minha vez, fui entrevistado por uma mulher, a Cristina, e por um homem chamado Sérgio Cintra.
 
A entrevista foi excelente! Quando eu achava que todo o processo seria muito demorado, no final da nossa conversa, o Sérgio Cintra disse à Cristina que cancelasse as demais entrevistas, pois ele já havia achado a pessoa certa. Ele me deu uma apostila gigante e um vídeo, ambos em Inglês, que se prestavam a ensinar XES, Xerox Escape Sequence, uma linguagem de impressão. Me disse, simplesmente: “Vá pra casa e estude isto. Em duas semanas você retorne aqui”.
 
Eu era, então, um estagiário aos 24 anos.




A história da minha carreira – Capítulo 05

18 09 2008

O empresário

Quando eu ainda estava na Guarujá Veículos, sempre ajudava um amigo, o Eduardo, a resolver problemas com os seus programas em COBOL. O Eduardo trabalhava para o Hospital Cid Perez.

Como ele soube que eu havia saído da Guarujá Veículos, para onde eu havia indicado a sua namorada, ele me fez uma proposta de trabalho: abriríamos uma empresa para prestar serviços para o Cid Perez. Foi assim que eu virei um “empresário” aos 20 anos.

Abrimos uma empresa chamada Vetor Sistemas. Pouco tempo depois recebemos diversas cartas de escritórios especializados, solicitando-nos que mudássemos o nome da nossa empresa, por questões de similaridade. Mudamos então o nome da empresa para Vínculo Informática…

No inicio, nosso escritório era dentro do próprio hospital, o qual era o nosso único cliente. Então, resolvemos nos mudar. Abrir um escritório externo e buscar outros clientes.

Mudamo-nos para uma sala ao lado do Restaurante Almeida. Um lugar estranho, mas bastante adequado às nossas necessidades e à nossa realidade. Foi lá que conheci a Ana Maria, minha primeira esposa. Ela apareceu em busca de um estágio, indicada por sua irmã, que também trabalhava na Guarujá Veículos.

O Eduardo sempre foi uma pessoa muito séria, confiável e trabalhadora. Mas, tínhamos as nossas diferenças. A primeira aconteceu quando ele insistiu que mudássemos para um lugar mais barato. Acabamos nos instalando em uma casa, na Vila Mathias, quase chegando ao Mercado Municipal de Santos.

Já havíamos contratado outra estagiária, a Onésia. Embora o nome dela fosse um pouco atípico, ela era uma garota muito bonita, inteligente e competente. Mais ou menos nessa época comecei a namorar a Ana Maria.

Foi quando a Onésia nos contou que tinha uma máquina que fazia cascões. Sim, aqueles copos para se tomar sorvete.

Decidimos, então, “abrir uma nova empresa”, a Cascone, que sempre existiu na informalidade. Como a casa que havíamos alugado para a Vínculo Informática era bem grande, nossa fábrica de cascões foi ali instalada.

Ao mesmo tempo, nossa empresa de informática crescia e captava novos clientes. Minha segunda grande diferença com o Eduardo começava. Ele não queria contratar mais pessoas para atender à demanda que aparecia. Preferia “pegar um serviço de cada vez”.

Assim, três anos após a fundação da Vínculo Informática, resolvi sair. Vendi minha parte nas duas empresas para ele.

 





A história da minha carreira – Capítulo 04

17 09 2008

  

 

Minha primeira demissão

Na Guarujá Veículos eu tinha tudo. Muito mais que um jovem de 20 anos pode imaginar. Eu tinha duas salas, um bom salário, era responsável por uma equipe de 08 pessoas.

Em um determinado momento, troquei as minhas motos e as minhas cotas por um Monza Classic 1990. Era um dos carros mais caros à época. Tempos depois eu descobri que tentaram me enganar. Era um carro muito problemático. Mas, fui aproveitando o que ele podia me oferecer, levando-o freqüentemente para passear em alguma oficina.

Enquanto isso a Guarujá Veículos construía um novo prédio para o seu Consórcio. O quê prometia ser uma excelente novidade tornou-se um pesadelo.

Tive que deixar o meu escritório, o qual era isolado e muito confortável. Fui obrigado, de uma hora para outra, a usar crachá, uniforme (isso mesmo!), ter meu telefone bloqueado para ligações externas, me mudar para uma sala minúscula, entre outras coisas. Mesmo assim fui tocando a vida, aceitando o que me impunham.

Certo dia, o Luiz Carlos deixou de comparecer à empresa, por razões pessoais. Então, o Nacin me chamou. Perguntou-me se eu tinha condições de assumir toda a área. Minha resposta foi positiva, embora eu a tenha dito com muito cuidado.

Por motivos que hoje entendo muito bem, o Sr. Luiz Carlos apareceu imediatamente. Dias depois eu estava na rua!

.





A história da minha carreira – Capítulo 03

11 09 2008

Aprendendo a negociar

 

Década de 90, tempo da “inflação galopante”. Na Guarujá Veículos adquiri a minha primeira cota de consórcio. Era uma “cota premiada”, de uma moto CBR 200. Em pouco tempo a moto estava comigo. Então comprei outra cota, “apenas para investimento”.

Da Datapro herdei a minha primeira namorada, a Andrea. Ela era minha aluna. Namoramos por cinco anos. Certo dia, prometi que lhe daria uma moto. Ao chegar à loja, avistei uma moto Honda XLX 350 azul e amarela. Talvez não acreditem, mas havia poucos dias que eu tinha sonhado com esta moto, a qual eu nem sabia que existia! Conclusão óbvia: comprei a moto e a Andrea ficou sem a dela, naquele momento…

Eu negociava o meu salário quase todos os meses, diretamente com o Nacim Mussa Gaze filho, um dos proprietários, filho mais velho do Seo Viola. Então resolvi fazer uma planilha. Nela eu coloquei as minhas despesas principais: Cotas de consórcio, Faculdade e alguma outra coisa que não me lembro agora. Assim, eu conseguia mostrar, claramente, o meu orçamento e o impacto que a inflação tinha sobre ele.  Então, ia conversar com o Nacim e pedia o aumento. Eu tinha que pedir um pouco mais, pois ele sempre “pedia um desconto”. Mas, nunca me recusou o aumento.

Foram as minhas primeiras lições de negociação!





A história da minha carreira – Capítulo 02

5 09 2008

O Capacete Branco

Então eu tinha 19 anos e 02 registros na carteira de trabalho…

Pouco tempo depois, optei por sair da SEOMIS e ficar apenas na Palletbras. O desafio era grande: eu era a única “pessoa de informática” da empresa. Tinha que me virar. Aprender na prática mesmo! Programava em Cobol. Devagar fui criando todos os sistemas da empresa. Deu certo.

Certo dia, recebi uma indicação para trabalhar em uma obra que estava sendo realizada na Carbocloro. Serviço temporário, que pagaria por hora, semanalmente. Fiz as contas. Eu receberia quase três vezes mais… Aceitei.

Fiquei menos de 20 dias no novo emprego! A obra fora interrompida. Nestes poucos dias trabalhei dentro de um container, de botas e capacete. Tinha que comer uma comida que chegava numa espécie de tambores. Esta foi a parte mais difícil para mim. Eu evitava comer arroz e feijão. Pegava a carne, o peixe ou o frango e colocava no pão. Era assim que eu me virava.

Fiquei desempregado pela primeira vez. Mas a “folga” não durou muito tempo. Não me lembro exatamente como, mas fui contratado pela Gelre, para trabalhar na própria Carbocloro! Aliás, durante os meus dias de peão, uma ou duas vezes, almocei no restaurante da empresa… Que maravilha era aquilo para mim! Pessoas bonitas, que me aparentavam sucesso e felicidade. Eu tinha apenas 20 anos. Minha visão do mundo era compatível com a minha idade e com a minha condição de “menino do interior”.

Fui trabalhar na área da Segurança do Trabalho. Aprendi a usar o Word 5. Digitava um monte de coisas e depois tinha que formatá-las sob um padrão de manual. Eu ia lendo tudo aquilo. Aprendendo sobre o negócio da Carbocloro. Como eu era temporário, me deram um capacete branco. Alguns de vocês devem saber que os capacetes brancos são reservados para os Engenheiros… Assim, eu me sentia muito poderoso quando ia almoçar e quando caminhava pela empresa. Quem precisava saber que eu era apenas um estagiário/temporário?

Pouco tempo antes do final do meu contrato, reencontrei o Luiz Carlos do Amaral, da MIC Sistemas. Eu me esqueci de contar que fiz um estágio na empresa dele, antes de ir para a Palletbras… Ele tinha fechado um acordo com o Grupo Guarujá Veículos e estava procurando um “analista-programador”, para liderar um time que estava montando. Fui contratado, diretamente pelo Consórcio Guarujá Veículos. Que salário maravilhoso!!!





A história da minha carreira – Capítulo 01

3 09 2008
TK95
 

Boas escolhas + merecimento = sorte = sucesso

Digo que a minha carreira teve inicio quando pedi ao meu pai para fazer o curso de computação da Datapro.

Eu tinha entre 16 e 17 anos e morava em Itanhaém/SP desde os 13. A escola ficava em Santos e, portanto, eu tinha que viajar para lá todos os sábados, às 06 horas da manhã. O curso era o Basic I.

Ganhei um computador, o TK95, que tinha que ser ligado a uma televisão. Eu transcrevia todos os programas contidos no seu manual, e posteriormente fazia as minhas adaptações.

Fui gostando muito daquilo e os resultados apareciam nas notas das provas de Basic I. Infelizmente, descobri que não poderia realizar o Basic II, por limitações financeiras da minha família, à época.

Já contava com o fim de tudo aquilo, quando fui comunicar ao diretor da Datapro a minha saída após a conclusão do Basic I. Ele não se conformou e me fez então uma proposta. Eu seria monitor nas aulas de laboratório, e em troca poderia realizar o Basic II sem ter que pagar por ele. Aceitei prontamente, embora meus sábados, que já eram curtos, se limitariam em acordar, viajar, trabalhar, viajar e mais nada.

Valeu à pena! Continuei trabalhando e estudando. Fiz o Cobol inicial e o Avançado. Foi aí que o Simões, diretor e proprietário daquela franquia da Datapro, me convidou para ser programador na sua outra empresa: a SEOMIS, uma pequena desenvolvedora de softwares comerciais. Foi o meu primeiro emprego em carteira!

Dias depois, passei a ter 02 empregos simultâneos (ambos registrados), cada um com 06 horas de carga diária de trabalho, depois de ser indicado pelo Simões para trabalhar em uma empresa na qual seu irmão era sócio: a Palletbras.

A carga era puxada, mas nesta época eu já havia me mudado para Santos, com toda a família.

Para resumir este primeiro capítulo, hoje, aos 38 anos, reflito sobre a importância de um curso na formação de um profissional. Algo tão simples pode mudar uma vida! Além da lição primordial: a importância das nossas escolhas! A maioria dos meus amigos surfavam aos sábados…